APRESENTAÇÃO

A Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) trabalhou arduamente para a elaboração deste manual, inédito em sua história, e que tem por objetivo sistematizar a codificação dos procedimentos em Neurocirurgia junto ao segmento da Saúde Suplementar no Brasil.

A falta de padronização nas solicitações dos procedimentos neurocirúrgicos, nas diversas regiões do país e entre diferentes planos de saúde, tem sido a regra nas relações entre os neurocirurgiões solicitantes e as fontes pagadoras. Este fato consequentemente acaba gerando conflitos, redundância de tarefas e atrasos na liberação dos procedimentos, trazendo assim prejuízos para ambas as partes, mas principalmente para a parte mais interessada: os nossos pacientes.

Assim, a padronização nas solicitações dos procedimentos neurocirúrgicos representa não só uma melhor fluidez nas tratativas entre os neurocirurgiões e operadoras de saúde, mas principalmente a unificação de uma só linguagem de trabalho. Historicamente, esta sistematização dos códigos foi negligenciada quando se abreviou na própria CBHPM todas as etapas de nossas complexas cirurgias em um único código principal de procedimento, desmerecendo assim as demais e tão importantes etapas cirúrgicas, como o acesso e o fechamento.

Felizmente, graças ao amadurecimento de reflexões sobre o tema, hoje temos o entendimento de que cada etapa de uma cirurgia é tão importante quanto seu ato principal, e o insucesso de uma delas pode comprometer todo um trabalho. Tomando como exemplo, uma craniotomia mal realizada pode dificultar a boa execução do ato principal, como clipagem de aneurisma, ressecção de tumor, drenagem de hematoma, etc. Da mesma forma, uma inadequada síntese da dura-máter pode resultar em fístula liquórica, prejudicando o resultado final do caso, por mais bela ressecção tumoral ou clipagem de aneurisma que se tenha feito. Sendo assim, o neurocirurgião que executa com esmero de ponta a ponta sua cirurgia, merece da mesma forma a valorização de todas as etapas de seu árduo e dedicado trabalho. E foi a partir deste novo entendimento, no sentido da valorização de todas as etapas cirúrgicas, que nasceu a pedra fundamental deste manual.

Diante disso, tornou-se necessária uma ação conjunta de vários membros da Comissão Permanente de Honorários Médicos e da SBN, promovendo, ao longo de quase dois anos, várias reuniões e fóruns específicos, onde os temas foram bastante discutidos e diversas propostas relativas aos assuntos foram sugeridas. A referência de codificação escolhida foi a CBPHM 2014, por ser a mais utilizada e por se tratar de um documento oficial creditado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), Associação Médica Brasileira (AMB) e Agencia Nacional de Saúde (ANS). Assim, foi executada uma meticulosa varredura da CBHPM 2014, passando por todas as especialidades e capítulos, na busca de todos os códigos que poderiam ser relacionados aos nossos procedimentos já listados no capítulo da neurocirurgia, e a partir dai, montar de forma racional e conexa uma relação de códigos de procedimentos pertinentes à cada ato neurocirúrgico.

Finalizando, algumas premissas foram hierarquicamente consideradas para que a validação deste trabalho fosse pautada na legalidade e ética:

CONSIDERANDO que nossa Constituição Federal expressa em seu artigo 5o, inciso XIII, que “É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer”, e que por este entende-se que qualquer médico inscrito no Conselho Regional de Medicina de sua jurisdição é lícito exercer TODA a medicina, devendo o mesmo pautar-se única e exclusivamente pelo Código de Ética Médica, que abrange todas as situações de responsabilidades em relação ao trabalho médico;

CONSIDERANDO que o CFM expressa no seu Art. 17 Lei n° 3.268/57, e nos Pareceres CFM no 17/04, CFM no 27/95 e CFM no 8/96, que nenhum especialista possui exclusividade na realização de qualquer ato médico;

CONSIDERANDO que para que possamos exercer a Medicina com honra e dignidade o médico deve ser remunerado de forma justa (Art. 3o do Código de Ética Médica);

CONSIDERANDO que as subdivisões e capítulos por especialidades apresentadas na CBHPM tem caráter meramente didático e organizacional, não sendo, portanto, excludente de uma especialidade em relação a outra com relação à prática dos atos médicos ali listados;

CONSIDERANDO que a própria CBHPM, no Ítem 7.2 de suas Instruções Gerais, delega às sociedades de especialidades a função da interpretação dos seus códigos;

CONCLUI-SE, portanto, que o presente Manual de Codificação de Procedimentos em Neurocirurgia/SBN, encontra-se totalmente amparados pela legalidade e ética e em absoluto acordo com as regulamentações dos nossos órgãos de classe, do Código de Ética Médica e da Constituição Federal.

O trabalho desta comissão será permanente, e o Manual será revisado periodicamente, sempre que surgirem novas demandas.

 

Manual de Codificação dos Procedimentos em Neurocirurgia (MCPN)

Coordenador da Comissão Permanente de Honorários Médicos SBN: 

Dr. Wuilker Knoner Campos – SC

Integrantes da Comissão:

Dr. Modesto Cerioni Júnior – SP

Dr. Ronald de Lucena Farias – PB

Dr. Valdir Delmiro Neves – PB

Dr. Gustavo Cartaxo Patriota – PB

Dr. Sérgio Dantas – RN

Dr. Cláudio Vidal – PE

Dr. Christian Diniz – PB

Dr. Stenio Abrantes Sarmento- PB

Todos os Direitos reservados à Sociedade Brasileira de Neurocirurgia

Sociedade Brasileira de Neurocirurgia

Rua Abílio Soares, 233 – Paraíso – 04005-000 – São Paulo – SP

Fone/Fax: 11 3051-6075     E-mail: sbn@sbn.com.br

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Agosto de 2016

2.12 – VISITA HOSPITALAR – COLUNA II (Patologias Não Traumáticas) + Infiltração Coluna

Procedimento 2.12 – VISITA HOSPITALAR – COLUNA II (Patologias Não Traumáticas) + Infiltração Coluna
Descrição do procedimento Paciente internado para controle da crise dor na coluna sem alívio com medicações venosas. O neurocirurgião realiza infiltração de coluna para alívio da dor.
CIDs do Procedimento C41.2, D16.6, M40.3, M43.2, M48.0, M49.0, M53.2, G97.1, M47.1, M47.2, M50.0, M50.1, M54.5, M50.1, M50.2, M51.1, M51.2, Q67.5, Q76.4, Q77.8, Q77.9, S13.4, S14.2, S23.3, S24.2, S33.0, S33.5, S33.7, S34.1, S34.2, S34.2, S34.5, T91.1
Indicação  
Caráter da Indicação (  )Eletiva (  )Urgência
Contra-Indicação  
Exames da Indicação  
 
Códigos CBHPM Descrição Porte
1.01.02.01-9 Visita hospitalar a paciente internado 2A
3.07.15.23-7 Outras afecções da coluna – tratamento incruento 3B
2.01.03.30-1 Infiltração de ponto-gatilho (por região muscular) 3A
2.01.04.10-3 Curativos em geral sem anestesia 1A
 
OPMEs Descrição Quantidade
  Seringa 10 ml 01
  Agulha 01
  Agulha 01
  Lidocaína sem vaso 01
  Corticóide 01
 
Internação
Dias
UTI
xx dia(s)
Quarto
xx dia(s)
Anestesia ( X ) Sim (  ) Não
Materiais Especiais  
Resolutividade Alta
Seguimento Diário se necessário enquanto estiver internado
Rastreabilidade Sim
Comentários

2.13 – VISITA HOSPITALAR – COLUNA III (Patologias Traumáticas/TRM da Coluna)

Procedimento 2.13 – VISITA HOSPITALAR – COLUNA III (Patologias Traumáticas/TRM da Coluna)
Descrição do procedimento Paciente com trauma de coluna internado para tratamento conservador em uso de órteses ou repouso no leito, podendo ainda se tornar um caso cirúrgico.
CIDs do Procedimento P11.5, S12, S22.1, S32.7, S32.8, S33.3, T08, T91.1
Indicação Trauma de coluna
Caráter da Indicação ( X )Eletiva (  )Urgência
Contra-Indicação  
Exames da Indicação  
 
Códigos CBHPM Descrição Porte
1.01.02.01-9 Visita hospitalar a paciente internado 2A
3.07.15.34-2 Tratamento conservador do traumatismo raquimedular (por dia) 3C
3.07.15.15-6 Fratura e/ou luxação da coluna vertebral – redução incruenta 5B
     
 
OPMEs Descrição Quantidade
     
 
Internação
Dias
UTI
xx dia(s)
Quarto
xx dia(s)
Anestesia ( X ) Sim (  ) Não
Materiais Especiais  
Resolutividade De acordo com os escores de TRM (ASIA, Frankel, etc) e se tratamento clínico ou cirúrgico
Seguimento Diário se internado ou 30, 60, 90 dias se seguir ambulatorialmente
Rastreabilidade Sim
Comentários

2.14 – VISITA HOSPITALAR + PUNÇÃO LIQUÓRICA

Procedimento 2.14 – VISITA HOSPITALAR + PUNÇÃO LIQUÓRICA
Descrição do procedimento Visita hospitalar onde se realiza também a punção liquórica (tratamento de fístula liquórica, infusão de medicamentos ou diagnóstico)
CIDs do Procedimento  
Indicação  
Caráter da Indicação (  )Eletiva (  )Urgência
Contra-Indicação  
Exames da Indicação  
 
Códigos CBHPM Descrição Porte
1.01.02.01-9 Visita hospitalar a paciente internado 2A
3.07.15.25-3 Punção Liquórica 2B
2.01.04.10-3 Curativos em geral sem anestesia 1A
 
OPMEs Descrição Quantidade
  Agulha de punção lombar descartável 01
     
 
Internação
Dias
UTI
xx dia(s)
Quarto
xx dia(s)
Anestesia ( X ) Sim (  ) Não
Materiais Especiais  
Resolutividade  
Seguimento  
Rastreabilidade Sim
Comentários